Resumo da Semana: notícias do mercado imobiliário corporativo #018

Apresentamos abaixo as mais recentes notícias do mercado imobiliário corporativo nesta segunda semana de janeiro, além de artigos com temas relacionados.

Empresa de coworking planeja expandir no Brasil com franquias

23/03 – Folha de S.Paulo

Dono de redes de coworking como Regus e Spaces, o grupo IWG vai começar a vender franquias para expandir o negócio no Brasil.

O grupo tem hoje 70 unidades próprias e espera abrir 30 novas neste ano.

A empresa diz que o avanço do home office pulveriza a demanda por infraestrutura de escritórios em regiões fora dos grande centros urbanos.

Os franqueados terão de fornecer o imóvel, alugado ou próprio, para a instalação dos escritórios.

Citi vê confusão entre trabalho e vida doméstica

23/03 – Valor Econômico

A presidente-executiva do banco Citigroup, Jane Fraser, disse aos funcionários na última segunda-feira, 22, que a maioria deles deverá estar no escritório apenas três dias por semana, quando o mundo sair da pandemia.

Este é o primeiro grande banco a declarar que a presença física em seus escritórios não será necessária no mundo pós-pandemia, uma mudança que a maioria dos banqueiros teria zombado meses atrás.

Segundo escreveu Jane Fraser aos 210 mil funcionários da empresa.

“Este não é apenas um exercício de agendamento; levaremos em consideração quando pedirmos aos colegas que trabalhem juntos no escritório. A pandemia ampliou nossa capacidade de pensamento inovador, de solução de problemas. Abriu portas para novas formas de trabalhar e mostrou que somos capazes de nos adaptar e até florescer em meio às adversidades”.

Algumas funções, no entanto, ainda exigem atendimento presencial e poucas mudarão para o remoto em tempo integral.

Fraser disse que os escritórios físicos continuam sendo uma ferramenta importante para promover a colaboração, facilitar estágios e ajudar a unificar as diferentes equipes de trabalho.

Como ficam os investimentos em fundos imobiliários com o aumento da Selic

24/03 – Valor Investe

Após 6 anos sem aumentar a Selic, o Banco Central decidiu, na quarta-feira, 17, elevar de 2% para 2,75% ao ano a taxa básica de juros da economia.

O anúncio gera dúvidas nos investidores sobre como será a trajetória dos Fundos Imobiliários, os FIIs, daqui para frente, visto que o “boom” do segmento aconteceu em um momento no qual a taxa Selic estava no menor patamar histórico.

Com a subida da Selic, os investimentos em renda fixa voltam a ficar mais atrativos, dado o menor risco da classe, e passam a concorrer com outros de maior volatilidade, como é o caso dos Fundos Imobiliários.

Para o sócio-fundador da Hedge Investments, André Freitas, a alta da Selic estava mais do que sinalizada e indica um começo de ciclo de aperto monetário que o Banco Central deve seguir ao longo de 2021. Segundo ele.

“A decisão do BC vai além do aumento de 2% para 2,75%, pois mostra uma mudança de política monetária. A questão, agora, é até onde vai esse aperto. À medida que o BC leva a taxa para níveis que evitem o juro real negativo, pode haver uma estabilização no dólar. E, com o câmbio ‘controlado’, é possível que haja uma derrubada do IGP-M, porque as mercadorias importadas e os preços agrícolas acabam sendo influenciados pela moeda”.

No que diz respeito aos fundos imobiliários, no entanto, o setor tem fundos atrelados, em maior parte, aos indexadores inflacionários (IGP-M e IPCA).

Para o analista de FIIs da Guide Investimentos, Caio Venturao avanço dos indicadores beneficia o segmento.

“Como o aumento da taxa Selic foi pequeno, de 0,75 ponto percentual, ao mesmo passo em que todos os fundos têm seus contratos indexados ao IPCA e IGP-M e ambos estão numa trajetória de alta desde o ano passado, há uma minimização relevante do risco de perda de atratividade dos FIIs”.

Existem horas suficientes no dia para o trabalho híbrido?

22/03 – Valor Econômico

Segundo relata o colunista Andrew Hill, já faz um ano desde que ele pegou seu laptop e deixou sua mesa em Londres, com uma vista maravilhosa da Catedral de St. Paul. Retornou apenas uma vez. Desde então, mal passa um dia sem que leia ou escreva sobre o futuro dos escritórios.

Os empregadores investiram muito em imóveis comerciais. Mas eles deveriam ter se preparado mais sobre como os funcionários vão passar seu tempo assim que a pandemia for contida, em vez de avaliar se eles ficarão em cubículos esterilizados ou estações de trabalho com distanciamento social.

Ele conta que ainda se lembra de quando seu pai chegou em casa, vindo da companhia têxtil onde trabalhava, para dizer que tinha mudado para um novo e moderno sistema chamado “flexitime”.

Isso foi na metade da década de 70, na época em que o trabalho flexível, introduzido na Alemanha, foi mencionado em uma análise do “Financial Times” sobre “o caminho para melhorar o moral do staff”. A flexibilidade só chegou até aí.

Empregadores desconfiados monitoravam as horas flexíveis com o mesmo sistema de relógio de ponto usado antes para policiar o regime de 9 horas de trabalho por cinco dias semanais. Hoje em dia, é maior a probabilidade de eles usarem sensores.

A diferença é que os funcionários que trabalham a distância aprenderam no último ano a saborear a flexibilidade.

Ele conta que não gostaria de perder seu “flexitime”. Mas será preciso ceder na retomada dos negócios normais e será difícil para a empresa administrar isso. Afinal, já era difícil o suficiente organizar férias, viagens de negócios e múltiplas reuniões presenciais antes da pandemia tornar ainda mais indefinidos os limites entre o escritório e a casa de cada funcionário.

Comércio eletrônico cresce 21% em fevereiro com 1,49 bilhão de acessos

24/03 – Ecommerce Brasil

O comércio eletrônico brasileiro alcançou a marca de 1,49 bilhão de acessos em fevereiro, número que representa um aumento de 21% em comparação ao mesmo período do ano anterior.

A informação é do Relatório E-commerce no Brasil, desenvolvido pela Conversion.

O estudo possui frequência mensal e analisa o tráfego dos 200 maiores sites do Brasil em 15 setores.

Dos segmentos analisados, dez tiveram aumento de mais de 10% no YoY (Year over Year). São eles: Farmácia & Saúde, com alta de 85,70%, Pet (78,29%), Comidas & Bebidas (53,37%), Casa & Móveis (51,89%), Moda (36,6%), Educação (31,32%), e Eletrônicos e Eletrodomésticos (25,77%).

Os setores de Turismo e Infantil tiveram queda de 23,25% e 10,95%, respectivamente, comparado ao ano anterior. No comparativo mensal com janeiro, todos os setores recuaram.

O segmento de Farmácia & Saúde liderou o ranking de setores com maior crescimento (+86%) no pós-pandemia (fevereiro/21 vs. fevereiro/20) e também no comparativo anual.

O Mercado Livre perdeu 13% de market share no ano a ano. A Casas Bahia cresceu 75% no mesmo período.

ARTIGOS BUILDINGS

Antes de finalizar, também te convido para conferir os artigos e outros conteúdos na Revista Buildings e também no nosso canal no Youtube.

Nesta semana publicamos dois novos vídeos.

O primeiro é sobre “Como escolher os Fundos imobiliários de logística em 2021”. Apresentamos uma análise completa por regiões.

O segundo vídeo é sobre o BZEL11, o FFI da Barzel Properties. Será que vale a pena aderir à oferta? Neste vídeo trazemos os dados históricos e informações sobre localização.

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