A nova era do facilities estimula que as empresas ampliem suas ofertas de soluções

Por Luciana Moura, Gerente de Plataforma Técnica da Sodexo On-site

Dentre os mais variados setores da economia, a área de facilities –serviços de infraestrutura como limpeza, desinfecção, portaria, gestão de áreas verdes e manutenção dentro de empresas e indústrias – sofreu diversas mudanças com a chegada da Covid-19. Esta impôs uma pandemia global jamais vista na era moderna da sociedade.

Com esse cenário, companhias e especialistas do setor, que já está estimado no Brasil em US$ 16,4 bilhões (cerca de R$ 60 bilhões), precisaram se adaptar de forma muito rápida para oferecer soluções que atendessem às demandas do mercado e da sociedade. Estas informações aparecem na pesquisa realizada pela ABRAFAC, em parceria com a GlobalFM e conduzida pela Frost & Sullivan em mais de 40 países de todos os continentes*.

Apesar disso, assim como em qualquer crise, também há oportunidades.

Algumas empresas do setor já tinham diagnosticado a necessidade de ampliar suas ofertas de soluções para atender às necessidades de seus clientes, oferecendo experiências positivas e seguras. Mas com o ‘novo normal’, todo o mercado de facilities precisou se reinventar rapidamente.

Isso abarcou em cheio as empresas que trabalham com atividades essenciais à população como hospitais, mineradoras, petroleiras, plataformas de petróleo (offshore), postos de gasolina, hidroelétricas, entre outros.

Citando a Sodexo On-Site, como exemplo, a lição de casa foi feita muito antes mesmo da crise do novo coronavírus. Nos últimos anos, trouxemos o aprendizado que absorvermos em outros países e aplicamos no nosso dia a dia.

Além disso, acreditamos que manter como DNA do negócio uma escuta ativa muito forte com os clientes traz um diferencial muito importante na prestação do serviço. Somente assim, conhecendo as dores e problemas de nossos clientes, podemos buscar soluções que sanem suas dificuldades, de forma personalizada e adequada à medida de cada um.

E o mais importante: tudo isso sem perder o foco no fator humano.

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Pós-crise de Covid-19

Estamos vendo esse mercado crescer ainda mais no “pós-crise” de Covid-19. Ganhando um protagonismo na vida das pessoas, pois a economia já está em processo de recuperação, após quase 2 anos de incertezas, e as empresas precisarão de respostas rápidas e eficientes, com baixo custo para crescerem seus negócios de forma sustentável e segura.

Para se ter uma ideia das oportunidades que virão, em julho/21 a Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Economia, elevou a projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), de 3,5% para 5,3% em 2021, em relação ao último boletim, divulgado em maio**.

Segundo o Ministério, esse aumento é reflexo dos indicadores de confiança e expectativas dos empresários quanto ao crescimento em todos as áreas, em especial no setor de serviços, além de boas perspectivas para o segundo semestre, dado o avanço da vacinação nas pessoas e a redução do distanciamento social.

Os números específicos do setor de FM também confirmam essas expectativas.

O mesmo estudo da ABRAFAC, em parceria com a GlobalFM, mostra também que o segmento de facilities está em crescimento com projeção de continuar assim, conforme a economia e investimentos do país estiverem aquecidos.

Segundo relatório de 2018/2019, houve um aumento de 7,4%, sendo que 50% desse montante correspondia a serviços terceirizados (outsourced), ou seja, as organizações buscam empresas de fora, especializadas em prestar serviços que não são o negócio principal do contratante, otimizando seus custos sem deixar de proporcionar infraestrutura, comodidade, bem-estar e segurança para seus colaboradores e consumidores.

Diante dessa conjuntura, neste momento, as companhias de facilites devem estar atentas às mudanças e preparados para capitalizar as novas oportunidades geradas pela crise. E a próspera demanda de serviços integrados terá mais espaço para crescer.

Fonte dos dados:

* www.abrafac.org.br
**www.agenciabrasil.ebc.com.br

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