Conteúdo Exclusivo – Por Ellen Costa
Enquanto a Faria Lima se mantém estável, outra área surge no mercado de escritórios de São Paulo, apresentando valorização expressiva com nove trimestres consecutivos de absorção líquida positiva.
São Paulo, 16 de julho de 2025 – O mercado de escritórios de São Paulo permanece dinâmico e aquecido no segundo trimestre de 2025, impulsionado por uma expansão contínua da absorção líquida — um indicador-chave de saúde do setor.
Olhando o setor por regiões, Leopoldina/Barra Funda se mostrou como um novo polo de expansão corporativa na cidade.
Considerando os indicativos mais recentes levantados pela Buildings e disponíveis para consultas e análises no Buildings CRE Tool, o maior e mais completo banco de dados do mercado imobiliário corporativo do Brasil, a região da Leopoldina/Barra Funda consolidou sua atratividade ao registrar nove trimestres consecutivos de absorção líquida positiva.
Após impacto expressivo de 43 mil m² absorvidos no quarto trimestre de 2024 em escritórios Classe A, a região somou quase 10 mil m² no segundo trimestre de 2025.
Além disso, a taxa de vacância caiu de 30,95% para 28,70%. Do mesmo modo, o preço médio pedido de aluguel saltou de R$ 68,99 para R$ 76,67/m² — resultado maior que 10% de aumento. Saiba mais no Buildings CRE Tool.
O bairro se destaca com nova oferta de imóveis modernos, abrindo oportunidade para empresas de diversos segmentos.
Leia também:
– Galpões logísticos de alto padrão em São Paulo: qual eixo é mais caro?
– Escritórios corporativos no Rio mantêm indicadores estabilizados, mas registra alta no preço de locação
– Mercado Livre alcança marca de 2,8 milhões de m² de espaços logísticos alugados no Brasil
– Escritórios em São Paulo: taxa de vacância continua em queda no 2º trimestre, aponta Buildings
Pinheiros: forte demanda e queda acelerada na taxa de vacância
Pinheiros apresentou desempenho notável nos escritórios Classe A, com absorção líquida de 17 mil m² (ante apenas 2 mil m² no trimestre anterior).
Reflexo dessa dinâmica, a taxa de vacância caiu drasticamente, de 17,86% para 13,79%. O preço médio de locação recebeu leve valorização, subindo de R$ 153,79 para R$ 155,21/m² (alta de 1,4 pontos percentuais).
Berrini e Chácara Santo Antônio: tradição e estabilidade
A tradicional Berrini, centro corporativo estabelecido da cidade, registrou 5,6 mil m² de absorção líquida positiva, performance alinhada ao trimestre anterior.
O índice de vacância seguiu tendência de queda, de 13,25% para 12,27%, mas o preço médio pedido caiu de R$ 86,75 para R$ 83,44/m².
Na Chácara Santo Antônio, o cenário foi de absorção positiva de 7,1 mil m², número menor que o trimestre anterior, mas ainda representativo.
O percentual da taxa de vacância diminuiu de 42,32% para 39,20%, e o preço médio de locação manteve-se estável em R$ 74,49/m². Com isso, a região mostrou resiliência mesmo diante de ciclos de ajuste.
Escritórios de São Paulo: Chucri Zaidan apresenta menor absorção, mas preço de aluguel em alta
A Chucri Zaidan, reconhecida pela concentração de edifícios novos e de alto padrão, viu uma absorção modesta de 2,4 mil m². Esse resultado aponta uma queda significativa em relação aos 27,8 mil m² do período anterior.
A taxa de vacância se estabilizou em 17,15%, mantendo a tendência de redução iniciada em 2023.
O preço médio pedido, porém, subiu de R$ 92,10 para R$ 98,29/m², sinalizando valorização contínua pelo diferencial técnico e localização privilegiada da região.
Escritórios de São Paulo: Avenida Paulista e Nova Faria Lima mantêm resiliência e prestígio
A Avenida Paulista manteve-se como referência desejada para empresas, entregando 24,7 mil m² de absorção líquida positiva — mais que o dobro do observado no trimestre anterior.
Além disso, registrou queda importante na taxa de vacância (de 14,15% para 11,56%). O preço médio pedido avançou consideravelmente, de R$ 133,14 para R$ 137,47/m², cerca de 3% mais caro.
Já a Nova Faria Lima, detentora dos preços mais altos do mercado corporativo paulistano, apresentou absorção líquida positiva de 1,1 mil m² (queda ante 6 mil m² positivos do trimestre anterior).
O preço médio pedido também recuou ligeiramente, de R$ 271,38 para R$ 269,57/m², com vacância estável em 9,5%.
Com os dados citados de cada região de São Paulo, o mercado de escritórios paulista vive um ciclo de expansão marcado pela valorização em polos emergentes. Assim, Pinheiros se destaca pelo eixo Rebouças além da contínua resiliência de regiões consagradas como Paulista e Faria Lima.
O movimento de queda nas taxas de vacância e alta demanda evidencia o apetite das empresas por imóveis corporativos bem localizados e com estrutura moderna. Isso sinaliza perspectivas positivas para o setor ao longo dos próximos trimestres.
Todos os dados e demais indicadores sobre o mercado de escritórios e suas regiões podem ser consultados de forma detalhada no Buildings CRE Tool, o maior banco de dados do setor imobiliário corporativo do Brasil.
Deixe uma resposta