Notícias do mercado imobiliário corporativo #241

Confira as últimas notícias do mercado imobiliário corporativo de São Paulo e outras regiões, abrangendo o período de 08 a 14 de agosto de 2025. Além disso, explore artigos e conteúdos relacionados que trazem insights valiosos sobre o setor. Para não perder nenhuma novidade, inscreva-se no canal da Buildings no YouTube clicando aqui.

Gigantes do e-commerce disputam metro a metro por espaços logísticos no Brasil

13/08 – Revista Buildings

Realizada na semana passada, a 18ª edição do Buildings Exclusive, um dos eventos mais importantes do mercado imobiliário corporativo, trouxe como tema central a efervescência do e-commerce em São Paulo, além da expansão logística em todo o Brasil.

Numa disputa acirrada sobre quem aluga mais espaços, entrega mais rápido, ocupa áreas mais estratégicas e ganha a preferência dos consumidores brasileiros, Mercado Livre, Shopee, Amazon, Shein e tantas outros players têm movimentado o setor.

Dados do Buildings CRE Tool confirmam essa tendência de crescimento: o estoque total de condomínios logísticos no Brasil alcançou 41,3 milhões de m² no segundo trimestre de 2025. Do mesmo modo, atingiu uma taxa de vacância histórica de apenas 7,55%.

A competição pela segunda posição é acirrada, metro a metro, entre Via Varejo e Shopee.

Nesse sentido, a Shopee ocupa mais de 1 milhão de m², demonstrando uma expansão agressiva e rápida no país, iniciada em 2020.

Já a Via Varejo vem no seu encalço, ocupando 984,8 mil m². Com isso, demonstra a força de sua operação multicanal, que integra o varejo físico tradicional com uma crescente presença digital.

Para conhecer quais são as outras gigantes digitais, do varejo, farmacêutico, logístico e atacadista que também estão tomando espaços no Brasil, acesse conteúdo exclusivo na Revista Buildings.

Shopee acelera no Brasil, melhora logística e intensifica disputa com Mercado Livre, aponta Bradesco BBI

13/08 – InfoMoney

A divulgação dos resultados do segundo trimestre de 2025 da Sea Limited trouxe novos sinais de que a Shopee avança no Brasil e, ao mesmo tempo, acirra a disputa com o Mercado Livre.

Segundo o Bradesco BBI, a competição no e‑commerce nacional permanece intensa; além disso, a controladora da Shopee reforçou que fornece toda a estrutura necessária para a operação, o que, por sua vez, tem sustentado o atual ciclo de crescimento.

De acordo com os analistas, a Shopee mantém um ritmo forte de expansão, investindo tanto na melhoria de sua rede logística quanto no avanço de seus serviços de tecnologia financeira (fintech).

Ainda assim, os dados indicam que a competição com o Mercado Livre ganhou força. O movimento, inclusive, se intensificou após a companhia argentina adotar, em junho, um valor mínimo para frete grátis — estratégia que pode ter ajudado o MELI34 a conquistar participação de mercado no curto prazo, ainda que a Shopee continue crescendo em velocidade elevada.

Durante a teleconferência, a Sea Limited informou que o número de compradores ativos mensais da Shopee no Brasil subiu mais de 30% em relação ao mesmo período de 2024.

Mais detalhes da análise

Já no caso do Mercado Livre, o avanço na América Latina foi de 25%.

Para o Bradesco BBI, a diferença é pequena, sobretudo porque as plataformas estão em fases distintas de maturidade; ainda assim, o dado ajuda a dimensionar o dinamismo competitivo no país.

No front logístico, a Shopee registrou queda de 16% nos custos em relação ao ano anterior e reduziu em dois dias o prazo médio de entrega. Na região metropolitana de São Paulo, cerca de 25% dos pedidos já chegam no dia seguinte à compra, enquanto aproximadamente 40% são entregues em dois dias — avanço expressivo frente ao patamar de um dígito observado no ano passado.

Desse modo, a companhia pretende manter o foco em hubs logísticos, uma estrutura que demanda menor investimento em capital e, ao mesmo tempo, encurta distâncias, otimiza rotas e melhora a experiência do cliente — pontos especialmente relevantes para o ecossistema imobiliário de logística e last mile.

Mercado imobiliário corporativo: ParkShoppingBarigüi cresce 28,2% no 2º tri de 2025 e impulsiona desempenho da Multiplan

13/08 – Diário Indústria e Comércio

Com a expansão recém-entregue, o ParkShoppingBarigüi registrou aumento de 28,2% nas vendas no segundo trimestre de 2025, em comparação com o mesmo período de 2024.

Assim, entre os 20 shoppings administrados pela Multiplan, o PkB se posiciona entre as principais operações da companhia. Além disso, a abertura de mais 75 lojas, somada a uma série de novos restaurantes e às clínicas do Centro Médico, ampliou o mix e, consequentemente, atraiu novos públicos e incrementou o fluxo.

Ao mesmo tempo, a Multiplan acelera o ciclo de qualificação dos ativos: ao todo, são cinco expansões e 19 projetos de revitalização em andamento.

Dessa forma, a estratégia reforça o compromisso com a excelência operacional e, por sua vez, amplia o retorno tanto na experiência do cliente quanto no desempenho dos lojistas.

No período, os indicadores consolidados da Multiplan confirmam a trajetória de crescimento sustentável e geração de valor de longo prazo.

A taxa de ocupação dos shoppings atingiu 96,1%, a maior desde 2020 para um segundo trimestre.

Em paralelo, a receita bruta totalizou R$ 741,3 milhões, alta de 27,2%, com crescimento em todas as frentes de negócios: aluguel, estacionamento, serviços e vendas imobiliárias.

Modelo Flex em destaque: condomínios multifuncionais oferecem oportunidades logísticas no Chile

11/08 – Revista Buildings

Conforme os dados mais recentes da Buildings, o mercado imobiliário logístico e industrial no Chile apresenta uma estrutura consolidada e diversificada, totalizando um estoque de 8,8 milhões de metros quadrados (2º trimestre de 2025).

Esse volume significativo está distribuído em 290 empreendimentos, que abrangem tanto os condomínios logísticos tradicionais quanto o modelo inovador e adaptável conhecido como “Flex”.

Nesse sentido, o modelo “Flex” tem emergido como uma categoria de destaque. Apresenta-se como uma solução que as principais consultorias do setor distinguem dos condomínios logísticos convencionais.

Isso ocorre dada sua proposta de valor e a crescente demanda do mercado por espaços multifuncionais.

Assim, os condomínios modelo “Flex” contribuem com um expressivo estoque de 1,4 milhão de metros quadrados. Distribuídos em 81 imóveis em todo o território chileno, segundo dados da Buildings.

Além disso, seguem com uma taxa de vacância saudável, de 10%. Também alcançaram quase 16 mil de absorção líquida positiva no período.

O modelo Flex também recebeu 22,5 mil m² de novo estoque, ao mesmo tempo, em que segue com uma atividade construtiva interessante, de 227 mil m².

Esses resultados não apenas sublinham a expansão e a aceitação desse formato, mas também evidenciam a sua capacidade de atender a uma gama mais ampla de necessidades empresariais. Para saber mais, leia aqui.

Mercado imobiliário corporativo: XP estreia em renda urbana com pacote de 11 ativos e negócio de até R$ 771 milhões

14/08 – Metro Quadrado

A XP Asset está realizando um sonho antigo e, finalmente, entrou no segmento de renda urbana.

A gestora criou o seu primeiro fundo imobiliário dedicado à categoria, o XP Renda Imobiliária. E deve assinar nos próximos dias a primeira leva de aquisições. Trata-se de um pacote de dez imóveis locados ao GPA e ao Grupo Mateus, num acerto que pode chegar a R$ 485,5 milhões.

A compra inclui também um galpão logístico locado à BRF que elevará o valor total do negócio para perto dos R$ 771 milhões.

Por sua vez, o vendedor dos imóveis é outro FII, o Guardian Real Estate (GARE11). Este, pelo acordo, terá 15% do novo FII da XP e poderá se beneficiar caso a nova dona revenda os ativos ao final do prazo de cinco anos do fundo.

Assim, a estrutura da transação, além de alinhar interesses, ainda preserva a participação do GARE11 no potencial upside dos ativos.

A XP resolveu entrar em renda urbana por ter uma visão positiva para o varejo. Isso ocorre mesmo diante dos juros elevados — em razão da experiência que já tem no mercado de shoppings.

Ao adquirir o pacote de imóveis do GARE11, a XP entra na renda urbana em posição para competir com grandes players do segmento. Nesse sentido, como os fundos do Patria (HGRU11), TRX (TRXF11) e Rio Bravo (RBVA11).

Enquanto isso, a asset discute outras potenciais aquisições que somam de R$ 500 milhões a R$ 1 bilhão.

Mais detalhes da operação

No portfólio alvo, metade da receita vem dos aluguéis de supermercados. Quatro deles estão locados ao GPA — três com vencimento em 2038 e outro em 2041.

Os outros seis imóveis são ocupados pelo Grupo Mateus e a locação vence apenas em 2047.

Por outro lado, os outros 50% da receita vêm de um galpão logístico refrigerado da BRF em Salvador, cuja locação vence ao final de 2027.

Por fim, para o GARE11, a venda não só resultará em um lucro significativo, como também contribuirá para a redução de sua alavancagem financeira, que atualmente está em 27% em relação aos ativos.

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