Notícias do mercado imobiliário corporativo #250

Confira as últimas notícias do mercado imobiliário corporativo de São Paulo e outras regiões, abrangendo o período de 10/10 a 16/10 de 2025. Além disso, explore artigos e conteúdos relacionados que trazem insights valiosos sobre o setor. Para não perder nenhuma novidade, inscreva-se no canal da Buildings no YouTube clicando aqui.

Venda de conjuntos no Berrini One gera lucro de R$ 4,7 milhões para fundo

16/10 – Revista Buildings

O fundo imobiliário Patria Escritórios, gerido pela Patria Investimentos em conjunto com o Banco Genial, concluiu a venda de dois conjuntos do edifício Berrini One, localizado na Avenida Engenheiro Luiz Carlos Berrini, em São Paulo.

Segundo dados do Buildings CRE Tool, a Berrini é uma região que mostrou trajetória de melhora no cenário de escritórios no último ano.

A taxa de vacância caiu de 16,08% no 3T/2024 para 12,04% agora. No terceiro trimestre, a Berrini apresentou uma absorção líquida positiva de 2,2 mil m² no trimestre (imóveis de perfil Classe A).

Adquirido em 29 de agosto de 2018, o Berrini One representava um investimento total superior a R$ 16,2 milhões. Segundo Fato Relevante, o imóvel foi vendido por um valor superior a 20,9 milhões de reais. 

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Hire Properties I conclui venda do edifício HY Pinheiros por 300 milhões de reais

13/10 – Revista Buildings

O fundo imobiliário Hire Properties I, administrado pela Vortx e gerido pela Hire Gestão de Recursos, comunicou ao mercado a celebração da Escritura Definitiva de Venda do edifício HY Pinheiros para um family office. O imóvel está localizado na Avenida Rebouças, em Pinheiros, São Paulo.

A operação foi realizada pelo valor total de 300 milhões de reais. O montante representa um lucro relevante, que poderá impactar positivamente a distribuição dos rendimentos aos cotistas do fundo durante o semestre, segundo Fato Relevante.

Segundo dados da Buildings, Pinheiros é uma região que detém 99 edifícios Corporativos (todas as classes), totalizando 736 mil m² de estoque total. No universo Classe A, são 32 imóveis de alto padrão, totalizando 430 mil m². 

No terceiro trimestre, a região recebeu mais de 6,4 mil m² de novo estoque, e possui uma taxa de vacância de 13,38%.

Por outro lado, a média de preço pedido é de 166,39 reais, maior que no trimestre anterior. Também nesse trimestre, Pinheiros teve 7,4 mil m² de absorção líquida positiva (mais ocupações que devoluções de espaços).

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Av. Paulista concilia polo corporativo e vida cultural

16/10 – Valor Econômico

Um resumo de São Paulo em 2,8 quilômetros, a Avenida Paulista se consolidou como um polo de cultura e lazer sem perder sua vocação de centro corporativo  embora sua outra vocação, de espaço para manifestações e aglomerações, faça algumas empresas pensarem duas vezes antes de ir para a região.

A área no entorno da avenida tem hoje taxa de vacância de apenas 10,5% nos prédios de alto padrão, e de 12,5% se consideradas todas as categorias de edifícios corporativos, de acordo com dados da Buildings. É uma das menores da cidade.

A avenida se tornou o centro financeiro da capital quando os bancos saíram da região central. Apesar de ter perdido esse status para a Faria Lima e sua vizinhança, continua atraindo empresas desse ramo, que ainda ocupa a maior área ali. 

Levantamento da consultoria JLL aponta que 35% dos prédios corporativos de alto padrão na Paulista são ocupados pelo segmento financeiro. Em seguida, vem o de coworkings, com 11%. Educação e saúde também são grandes ocupantes.

“Financeiras adoram a Paulista, empresas de comércio em geral e seguradoras também”, afirma Nessim Sarfati, sócio-fundador da Barzel Properties.

A posição de veterana entre as zonas de escritório traz perdas e ganhos. Um entrave é ter um estoque antigo de prédios, muitos dos anos 1970 ou anteriores. Mesmo se estiverem em bom estado, a concorrência pelos ocupantes corporativos é pesada e está tomando uma das vias de acesso à Paulista, a Avenida Rebouças.

Leia matéria no Valor Econômico

XPML11 e XPLG11 da XP estão fora da elite dos Fundos?

15/10 – a Revista

XPML11 e XPLG11, dois fundos imobiliários populares da XP Asset com quase 1 milhão de cotistas, enfrentam questionamentos sobre qualidade e gestão.

Segundo o analista Fábio Holder, apesar de bons, os fundos pertencem a uma “segunda prateleira” devido a estratégias arriscadas e endividamento.

O XPML11, focado em shoppings de alto padrão, tem alavancagem de 25% dos ativos. Recentemente, vendeu mais de 1 bilhão de reais em imóveis para honrar dívidas de curto prazo, mudando seu perfil para especulativo. Ainda assim, seu portfólio diversificado e premium mantém atratividade.

O XPLG11, centrado em galpões logísticos, valorizou 97% desde 2018, bem abaixo dos 154% do concorrente HGLG11. Uma emissão de 1 bilhão de reais em 2021 sem destino definido, fez o capital ficar parado por quase um ano, evidenciando falhas na gestão.

Por fim, o analista ressalta que a dívida aumenta riscos sem agregar valor, recomendando fundos de prateleira A para quem busca estabilidade e renda passiva. 

Rio Bravo substitui Banco Santander por nova locatária em Curitiba

10/10 – MoneyTimes

O fundo imobiliário Rio Bravo Renda Varejo (RBVA11) anunciou recentemente a substituição do Banco Santander por uma nova locatária no imóvel situado em Curitiba, no Paraná.

O contrato com o Santander foi encerrado antecipadamente, porém o banco continuará pagando os aluguéis até dezembro de 2025.

Assim como assumirá indenizações adicionais. Isso deve evitar impactos negativos no curto prazo.

A nova inquilina, a Confialtiva Consultores — empresa curitibana especializada em consultoria tributária —, ocupará três de seis pavimentos do edifício, totalizando cerca de 1,3 mil m².

O contrato é de cinco anos válido até outubro de 2030.

Atualmente, os outros 870 m² anteriormente ocupados pelo Santander permanecem vagos. Por fim, o fundo informou que está atuando com uma imobiliária local para locar estes espaços, priorizando operações de varejo, alinhado à estratégia da gestora. Para saber mais, acesse a Revista Buildings

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