Resumo da Semana: notícias do mercado imobiliário corporativo #32

Confira abaixo as mais recentes notícias do mercado imobiliário corporativo, além de artigos com temas relacionados.

BTG planeja volta total ao escritório para fim de 2021

30/06 – Money Times

Banco BTG Pactual planeja uma volta em massa de seus funcionários ao escritório assim que o Brasil conseguir avançar na vacinação contra a Covid-19.

Como o Goldman Sachs, o BTG pretende pedir que quase todos os seus funcionários retornem às suas mesas (Imagem: Reprodução/ BTG Youtube)

Como o Goldman Sachs, o BTG pretende pedir que quase todos os seus funcionários retornem às suas mesas, de acordo com o presidente do banco, Roberto Sallouti.

Ao contrário do Goldman, que já convocou seus funcionários nos EUA, o BTG, com sede em São Paulo, deve esperar um pouco mais: o Brasil imunizou totalmente apenas 12% de sua população, em comparação com cerca de 46% nos EUA.

“Esperamos que no quarto trimestre possamos ter todos de volta ao escritório. Acho que nem precisaremos perguntar. Todo mundo quer voltar; somos nós que proibimos as pessoas de voltar”, disse Sallouti em uma entrevista.

Atualmente, o banco tem apenas 15% de seus cerca de 3.800 funcionários trabalhando no escritório. A equipe do banco cresceu quase 50% desde 2019, com o BTG fazendo uma onda de contratações para apoiar sua expansão digital de banco de varejo.

Se o BTG está espelhando o Goldman Sachs, o rival Itaú Unibanco Holding está seguindo um caminho semelhante ao do Citigroup. Como o Citi, o Itaú está procurando adotar um modelo híbrido entre escritório e trabalho remoto para a maioria de sua equipe administrativa.

Os planos dos bancos brasileiros dependem do país conter a disseminação da doença e, ao mesmo tempo, acelerar as vacinações.

“Vemos o trabalho remoto como uma ferramenta que podemos usar para aumentar a diversidade, flexibilidade e atrair talentos fora de São Paulo e do Rio de Janeiro. Mas não é um fim em si mesmo”, finalizou Sallouti.

Banco do Brasil ocupará 10 mil m² no Ventura Corporate Towers no Rio de Janeiro

28/06 – Fato Relevante da BR Properties

A BR Properties anunciou na última segunda-feira, dia 28 de junho, que fechou contrato de locação com o Banco do Brasil nas Torres Leste e Oeste do Ventura Corporate Towers, localizado na região centro do Rio de Janeiro.

Segundo o comunicado, o contrato tem o prazo de 120 meses (10 anos), e representa área de mais de 10 mil m² locáveis do imóvel.

A empresa também informou que a locação reforça a estratégia da companhia de concentrar seu portfólio em propriedades de alta qualidade.

“A intensificação do movimento de flight-to-quality demanda escritórios que permitam a adoção de layouts modernos e que tragam flexibilidade para a jornada de trabalho de seus colaboradores, baseada no bem-estar e conectividade de seus times. Neste cenário, é de fundamental importância que os ativos selecionados estejam localizados em centros urbanos consolidados, que ofereçam vasta gama de serviços e transportes para a população” diz fato relevante.

Via planeja vender serviço de logística até para concorrentes

29/06 – Valor Econômico

Formada pelas operações de Casas Bahia e Ponto (ex-Ponto Frio), a Via deve lançar no quarto trimestre um pacote de logística para vendedores on-line.

Em Jundiaí (SP) funciona um dos 27 centros de distribuição da Via. Foto: Edilson Dantas/Agência O Globo

A companhia vai oferecer seus serviços de coleta, armazenagem e entrega de mercadorias, que constituem o “fulfillment”, como uma plataforma aberta. Lojistas que vendem em plataformas rivais, assim como os próprios “marketplaces” concorrentes, poderão usar os serviços da Via, que passará a explorar a atividade como um negócio autônomo.

Um novo centro de distribuição, em Extrema, Minas Gerais, será aberto em outubro para atender os vendedores, dentro do modelo “built to suit”, construído para locação pela Via.

O centro começa neste ano a armazenar itens pesados, como refrigeradores e fogões. Há um centro de Jundiaí, SP, já voltado para o “marketplace”.

De acordo com Fernado Gasparini, diretor-executivo de logística.

“Queremos ser o ‘hub’ de logística das empresas. São 27 centros de distribuição no país, temos estrutura já montada para isso. Um dos nossos fortes é a logística de pesados, e vamos oferecer isso ao ‘seller’ e a outras companhias. Essa distribuição no país é cara e escassa e nós temos como atender”.

O movimento abre dois caminhos principais. Lojistas podem vender em qualquer site ou “app” e fechar acordos diretamente com a Via para o “fulfillment”.

Neste caso, o vendedor pode deixar os produtos estocados nas centrais, e pela gestão da entrega, a Via recebe percentual sobre a venda.

Outro caminho que está sendo desenvolvido é o “marketplace” de qualquer empresa, como uma varejista rival, incluir, na hora de cotar a entrega, a opção de distribuição de itens pesados pela Via.

Em outras cadeias, a Americanas faz entrega de itens maiores (acima de 30 kg) para os seus vendedores e também oferece o serviço a “marketplaces”. O Magazine Luiza informa que a GFL, empresa do grupo na área, atende outras varejistas no envio de produtos pesados.

Brookfield e Tishman apostam bilhões em retorno ao escritório

23/06 – Info Money

A pandemia criou uma oportunidade única de compra para investidores que estão dispostos a apostar na perspectiva de longo prazo de que trabalhadores vão retornar a escritórios localizados no coração de cidades globais.

Essa é a visão dos titãs do mercado imobiliário, incluindo o presidente da Tishman Speyer Properties, Rob Speyer, e o CEO da Brookfield Asset Management, Bruce Flatt, que investiram bilhões abocanhando escritórios e outros edifícios comerciais com desconto desde o início da pandemia. Segundo Speyer:

“Há oportunidades extraordinárias para comprar nas principais cidades do mundo. Estivemos ativos durante a Covid-19 em Paris, Washington DC, São Francisco e Londres e as pessoas estão vendendo imóveis com descontos entre 25% e 40%”.

Mesmo enquanto outros temem sobre a demanda futura por locais de trabalho, a Tishman desembolsou cerca de US$ 12 bilhões de dólares desde março do ano passado em negócios que espera “ser alguns dos melhores investimentos que já fizeram”, disse Speyer.

A mudança repentina para o trabalho em casa e as compras online assustou alguns investidores, provocando um colapso no valor de imóveis e interrompendo obras de novos empreendimentos.

Gestoras de fundos imobiliários compram parte de Torre JK e prédio da Ânima

30/06 – Valor Investe   

A gestora VBI Real Estate comprou da BR Properties 20% do Edifício Torre JK – Torre B, na zona Sul da cidade de São Paulo.

A aquisição de fatia do edifício triple A foi fechada pelo valor de R$ 184,699 milhões de reais. A VBI pagará R$ 30,15 mil por metro quadrado do ativo. A torre faz parte do complexo de uso misto JK, que inclui o shopping center JK Iguatemi e quatro torres de escritórios de alto padrão.

A gestão do prédio continuará com a BR Properties, mas a VBI terá direito a voto na tomada das principais decisões. O prédio está 99% locado e seu principal inquilino é a Johnson&Johnson, com 80% do total.

“Com a vacinação, vão faltar escritórios em São Paulo, no prazo de seis a 12 meses. Na região que abrange os Jardins, o Itaim Bibi, a Faria Lima e a JK, a taxa de vacância é de apenas 10%”, diz Rodrigo Abbud, sócio da VBI.

Segundo Abbud, há potencial de valorização de 10% a 15% no preço locado por metro quadrado.

“O aluguel está em torno de R$ 165 reais, ante o valor de mercado de R$ 180 a R$ 250 reais”, compara o executivo. Ele ressalta que o ativo faz parte de um “empreendimento excelente de uso misto”.

“O complexo JK tem o melhor shopping de São Paulo, os melhores escritórios e localizado no eixo Faria Lima/Juscelino Kubitschek/Marginal Pinheiros”, afirma Abbud.

A Ânima assinou contrato de “sale and leaseback” — quando a empresa vende um imóvel, mas o aluga de volta — com a Vinco Imóveis Urbanos Fundo de Investimento Imobiliário.

O fundo adquiriu a totalidade de dois imóveis localizados nos municípios de Porto Alegre e Canoas, no Rio Grande do Sul, onde estão localizados os campi da UniRitter.

O valor da transação é de R$ 171,4 milhões de reais. Do total, R$ 62,9 milhões de reais serão pagos no ato e R$ 108,5 milhões de reais em um prazo de até 10 dias úteis.

ARTIGOS BUILDINGS

Antes de finalizar, te convido para conferir os artigos e outros conteúdos na Revista Buildings e também no nosso canal no Youtube.

Nesta semana publicamos artigo exclusivo sobre A prévia dos dados do 2T 2021 em São Paulo e Rio de Janeiro. O que os números mostram? Houve novas entregas de empreendimentos na cidade paulista e também houve aumento na taxa de vacância, tanto em São Paulo quanto no Rio de Janeiro. Para conferir artigo, clique aqui.

Além disso, também publicamos artigo e vídeo sobre A região que servirá como termômetro de recuperação para o mercado de escritórios: a Chucri Zaidan.

Veja vídeo abaixo:

Tem interesse nestes temas? Não deixe de conferir.

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