Em matéria publicada no Estadão, os dados da Buildings foram utilizados para apontar a taxa de vacância de lajes corporativas em São Paulo.
Durante os meses iniciais e mais intensos da pandemia, as empresas fecharam as portas e boa parte dos profissionais tiverem de trabalhar de casa. Nesse momento de incertezas, a canadense Brookfield fez sua aposta e colocou em prática o maior plano de aquisições de prédios de escritórios já visto no Brasil.
A companhia desembolsou um total de R$ 7,7 bilhões para a compra de 16 edifícios – boa parte deles ainda desocupados. Com isso, se tornou a maior empresa do ramo no País. Destes prédios, 11 ficam em São Paulo, 3 no Rio de Janeiro, 1 em Brasília e 1 em Barueri (SP).
E não apenas isso. Em maio, a Brookfield concluiu a transação que envolveu 12 edifícios da BR Properties, avaliados em R$ 5,92 bilhões.
E em dezembro, fechou o negócio de outros quatro prédios da Syn (antiga Cyrela Commercial Properties) por R$ 1,78 bilhão. Além das aquisições, a empresa tem mais quatro projetos em obras.
Com isso, em apenas dois anos o portfólio de edifícios Brookfield saiu de 279,3 mil m² de área locável para 711,8 mil m², uma expansão de 155%.
Brookfield se torna a maior dona de escritórios do Brasil
O líder dos negócios imobiliários da Brookfield no Brasil, Roberto Perroni, falou primeira vez sobre a estratégia por trás dessas tacadas.
Ele ressaltou que a empresa acredita que a ocupação dos edifícios vai aumentar. Com isso, os aluguéis vão sair do piso e voltar a subir em breve. Segundo ele, a complexidade está em diagnosticar o ritmo dessa recuperação em cada lugar. Além disso, haverá ainda esforço para atrair inquilinos para os imóveis e cobrar mais pela locação.
“O aluguel dos escritórios em São Paulo e no Rio não tem crescido nos últimos dez anos. O número nominal está praticamente estático há dez anos. Não estou falando nem do valor real. Em 2012, o metro quadrado na Marginal Pinheiros saía a R$ 120. Hoje está em torno disso. Na Faria Lima ficava em R$ 170 a R$ 180. Está igual”.
Estagnação dos preços
Quanto à estagnação dos preços, há motivos bem conhecidos.
Passa pelos anos de recessão da economia brasileira, solavancos políticos e problemas globais variados. Vão desde a ressaca da crise do subprime nos Estados Unidos até o estouro da pandemia e da guerra na Ucrânia.
Além disso, a situação foi agravada ao longo da última década pelo volume elevado de prédios que já estavam em obras quando as intempéries vieram à tona. Com isso, os empreendimentos acabaram sendo entregues quando a procura por salas comerciais estava em baixa.
“Mesmo com a falta de crescimento no Brasil, os projetos já estavam em desenvolvimento e não foram parados”, sinaliza Perroni
O resultado dessa equação é que a taxa de vacância desses edifícios hoje está em 20,9% em São Paulo, um dos patamares mais altos já registrados pelo setor. Até o começo de 2020 (período anterior à pandemia), esse indicador era de 15,1%, segundo levantamento da Buildings. Para saber mais sobre o mercado imobiliário corporativo, conheça a plataforma CRE Tool.
Para ler matéria completa, acesse o Estadão
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