Resumo da Semana: notícias do mercado imobiliário corporativo #005

Apresentamos abaixo as principais e mais recentes notícias do mercado imobiliário corporativo, além de artigos com temas relacionados.

Amazon disputa o mercado de logística

Dia 09 de dezembro, Valor Econômico

A segunda maior empresa de comércio eletrônico do mundo, a Amazon, dá um passo fundamental para ter mais peso no varejo brasileiro. Vai vender serviços logísticos a quem usa sua plataforma. E para ganhar fatias nesse mercado, onde já operam Mercado Livre, B2W e Magazine Luiza, não vai cobrar do cliente, por um ano, parte das taxas.

O pacote de serviços inclui gestão de estoques, armazenagem, entrega e auxílio na estratégia comercial do lojista, com ferramentas para ajudar a definir preços. Também irá estocar mercadorias desses vendedores em seus oito centros de distribuição.

Por um ano, isentará parte dos custos de envio e armazenagem, como forma de atrair e reter varejistas.

De janeiro a setembro, as comissões e taxas pagas por lojistas e consumidores à Amazon no mundo renderam US$ 53 bilhões, alta de 55% em relação a igual período de 2019.

É o segundo negócio que mais dá receita à empresa – o primeiro é a venda direta de produtos.

Concorrentes como Mercado Livre, Magazine Luiza e B2W – esta última que contempla Americanas e Submarino – já vendem parte desses serviços há anos, estocando itens de vendedores em seus centros e até em lojas, caso de Magazine e B2W.

Para analistas, é um movimento determinante para o grupo tentar ser mais competitivo por aqui.

RBRP11 fecha compra da Torre Comercial do River One, em SP

Dia 08 de dezembro, Suno Research

O Fundo de Investimento Imobiliário RBR Properties, o RBRP11, fechou na última terça-feira, dia 8, a aquisição de 100% da torre comercial do edifício River One, localizada na região de Pinheiros, em São Paulo.

Segundo fato relevante divulgado pela administradora do fundo, a BRL Trust DTVM, o RBRP11 vai desembolsar um montante de R$ 420 milhões de reais, sendo que R$ 200 milhões de reias foram pagos agora e os outros R$ 220 milhões restantes serão pagos em até 30 dias, após efetuados os devidos registros.

A concretização está prevista para 31 de maio do ano que vem.

Depois do primeiro pagamento, a estimativa é de que o dividendo mensal do fundo seja impactado positivamente em cerca de R$ 0,14 por cota.

A expectativa não representa promessa ou garantia de rentabilidade ou isenção de riscos para os cotistas, salientou a BRL.

Novo fundo dá acesso aos REITs, os fundos imobiliários americanos

Dia 08 de dezembro, Exame

Mesmo que a crise provocada pela pandemia tenha causado um impacto negativo sobre retornos e distribuição de dividendos de fundos imobiliários, especialmente nos segmentos de hotéis e shoppings, eles atingiram a marca de 1 milhão de investidores neste ano.

O momento de baixa no mercado cria diversas oportunidades e pode ser um ponto de entrada para os fundos.

Se a crise foi global, então por que não buscar essas oportunidades também no maior mercado financeiro do mundo, os Estados Unidos?

É o que argumenta a gestora RBR, que, em parceria com a Vitreo, criou um fundo que investe majoritariamente em REITs (sigla em inglês para: real estate investment trusts).

São aplicações que se assemelham aos fundos imobiliários brasileiros, mas com diferenças importantes, apesar de os ativos serem os mesmos.

A primeira diferença é que enquanto os fundos imobiliários nacionais precisam, por lei, distribuir ao menos 95% dos lucros, nos REITs é necessário distribuir 90%.

Eles também têm estrutura de capital semelhante à de ações. Não são apenas condomínios de investidores, mas empresas de properties.

Além disso, os gestores da empresa recebem salários e há uma exigência de governança similar à de empresas listadas nas bolsas.

Aluguel sobe 25%, e inquilino deve tentar mudar inflação do contrato

Dia 07 de dezembro, Uol

A disparada de quase 25% do IGP-M, Índice Geral de Preços – Mercado, que tradicionalmente é usado para correção de contratos de aluguel, levantou discussões sobre sua troca por outro índice de inflação.

De acordo com especialistas, o IGP-M poderia ser trocado por outros índices mais ligados aos movimentos de preços que representam o consumo das famílias, como o IPCA, Índice de Preços ao Consumidor Amplo, ou ainda o Índice Nacional de Custo da Construção – M (INCC-M), por exemplo.

Para Alberto Ajzental, coordenador do curso de Desenvolvimento de Negócios Imobiliários da FGV, o IGP-M não mede as condições financeiras das famílias.

“O IGP-M é um índice para medir a movimentação e a dinâmica da indústria e serviço e não considera as condições financeiras das famílias. Logo, não é o ideal para pautar uma negociação de um aluguel residencial, por exemplo”, disse.

A empresa QuintoAndar, por exemplo, optou por adotar o IPCA para contratos fechados por meio da plataforma. De acordo com a empresa, o objetivo da medida é evitar impactos de distorções do IGP-M para inquilinos e proprietários.

Segundo Virginia Prestes, professora de finanças da Faap, apesar de ser o índice mais utilizado nos contratos, não há nada que impeça sua substituição.

“Não há algo que determine, obrigatoriamente, o IGP-M ser o índice utilizado para a correção de aluguéis. O índice acabou sendo utilizado por prática. Por isso, o IPCA ou INCC fariam mais sentido”, explicou.

Para a Associação das Administradoras de Bens Imóveis e Condomínios de São Paulo, AABIC, maior entidade representativa do setor no estado de São Paulo, essa visão não se aplica.

Apesar de propor uma discussão sobre uma possível substituição do índice, ela se declara a favor do IGP-M nos contratos de aluguel.

Home office entra nas negociações coletivas e vira pauta no Congresso

Dia 06 de dezembro, Correio Braziliense

O home office chegou de forma inesperada para cerca de 8,5 milhões de brasileiros neste ano. E continuará sendo uma realidade para boa parte desses trabalhadores, mesmo depois da pandemia passar.

Por isso, o assunto entrou nas negociações coletivas e tem sido alvo de diversos projetos de lei no Congresso Nacional. A percepção é que o trabalho remoto tem suas vantagens, mas foi implementado de forma emergencial.

Agora, precisa ser regulamentado para garantir os direitos dos trabalhadores e oferecer segurança jurídica às empresas. Considerando os projetos que foram apresentados antes deste ano, existem 28 propostas em tramitação no Legislativo.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o IBGE, 7,6 milhões de brasileiros continuavam trabalhando de forma remota em outubro, sobretudo por conta do distanciamento social ainda exigido.

No entanto, já se sabe que esse número tem a possibilidade de mais que dobrar nos próximos anos, pois uma pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, o Ipea, já constatou que 22,7% das profissões brasileiras podem ser exercidas de forma remota, o que elevaria para 20 milhões o contingente de trabalhadores em home office no país.

Conteúdos Buildings

Antes de finalizar, convidamos que você também confira os últimos conteúdos publicados na Revista Buildings.

Nesta semana, trouxemos um novo vídeo no canal da Buildings no Youtube sobre o mercado de escritórios em Brasília, passando pelo histórico da taxa de vacância, perfil das empresas ocupantes e mais.

Também queremos te convidar para assistir a nova live sobre o FUNDS DATA. Ela está disponível no canal do Professor Baroni.

Ainda não conhece o FUNDS DATA? Clique aqui e saiba mais.

Você também pode conferir as notícias pelo YouTube:


Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

14 + 2 =