Confira as últimas notícias do mercado imobiliário corporativo de São Paulo e outras regiões, abrangendo o período de 25/09 a 02/10 de 2025. Além disso, explore artigos e conteúdos relacionados que trazem insights valiosos sobre o setor. Para não perder nenhuma novidade, inscreva-se no canal da Buildings no YouTube clicando aqui.
Fundos Tellus investem R$ 21 milhões em conjuntos comerciais na Faria Lima
Os fundos imobiliários Tellus Multiestratégia (TELM11) e Tellus Properties (TEPP11) anunciaram recentemente a aquisição integral de conjuntos comerciais, localizados no 22º andar do Condomínio Faria Lima, na Avenida Brigadeiro Faria Lima, em São Paulo.
A operação soma R$ 21 milhões, dos quais o TELM11 adquiriu 40% e o TEPP11 ficou com os 60% restantes.
Segundo Fato Relevante, atualmente, os imóveis estão locados para uma corretora de valores com contratos vigentes até fevereiro de 2028. Assim, a partir do primeiro pagamento, o TELM11 receberá 40% dos aluguéis e o TEPP11, 60%.
O gestor Tellus Investimentos e o administrador BTG Pactual comprometem-se a manter os cotistas atualizados sobre os avanços do processo, incluindo a lavratura da escritura definitiva.
Para saber mais, acesse a Revista Buildings.
Buildings divulga prévia dos dados do terceiro trimestre de escritórios Classe A de Santiago
A Buildings liberou a prévia dos dados do terceiro trimestre de 2025 do segmento de escritórios de alto padrão em Santiago.
Nesse sentido, o estoque total permanece igual: 2,9 milhões de metros quadrados. Esse resultado atual indica uma pausa na incorporação de novos espaços neste segmento.
Por outro lado, a taxa de vacância em Santiago recuou para 11,51% no terceiro trimestre de 2025, contra 12,24% do trimestre anterior.
Já a absorção líquida, indicador que aponta o aumento ou retração do setor no trimestre, foi positiva em cerca de 20 mil metros quadrados. Embora menor que no segundo trimestre, aponta que a ocupação de escritórios Classe A continua acontecendo.
Para conferir os demais indicadores do terceiro trimestre, acesse conteúdo exclusivo na Revista Buildings.
Fundos de shoppings sobem 18,4% em 2025 e atraem investimentos bilionários
Os fundos imobiliários de shoppings (FIIs) têm mostrado forte recuperação em 2025. Eles acumularam valorização de 18,4% no Ifix, após queda de 12% em 2024, mesmo com a Selic em 15% ao ano.
Assim, segundo dados da Abrasce, o faturamento dos shoppings brasileiros atingiu R$ 198,4 bilhões em 2024. Esse resultado representa um crescimento previsto de 1,6% para 2025, chegando a R$ 201,6 bilhões.
Flavio Pires, analista do Santander, destaca que os juros altos estão favorecendo fundos com caixa, que aproveitam cap rates mais atrativos para adquirir ativos estratégicos, enquanto a maioria dos gestores foca em desalavancagem.
Ele ressalta que, embora os FIIs apresentem receita crescente, NOI em alta e ocupação média de 95%, o mercado ainda não precifica esses fundos adequadamente. Shoppings premium voltados às classes média e alta tendem a se destacar em cenário atual.
Segundo levantamento da Buildings, o Brasil conta, atualmente, com 668 shoppings em atividade, o que corresponde a uma área locável total de 17,5 milhões de metros quadrados.
Em construção, existem 26 empreendimentos mapeados pela Buildings, totalizando 664 mil metros quadrados. Além disso, também existem shoppings em projeto: 20 no total, somando 388 mil metros quadrados.
Para saber mais, acesse a Revista Buildings.
Riza e Grupo Lucio formam joint venture de R$ 500 milhões para escritórios na Faria Lima
A Riza Asset anuncia joint venture com o Grupo Lucio para investir até R$ 500 milhões em projetos de lajes corporativas na Faria Lima, principal mercado de escritórios do Brasil.
A parceria contempla três projetos comerciais de alto padrão, alguns já com locatários, e pretende alocar o capital em 18 a 30 meses.
Conforme Giancarlo Denapoli, sócio da Riza, o segmento é historicamente resiliente, enquanto Renan Lucio destaca a baixa vacância e o aumento dos preços de aluguel na região, que alcançam 350 o metro quadrado em alguns pontos dos Jardins, segundo a CBRE.
A Riza utiliza capital próprio dos sócios e fundos sob gestão e planeja criar um novo veículo para investidores institucionais. Esta movimentação representa o terceiro passo de expansão da Riza no setor imobiliário, que em 2025 deve fechar o ano com cerca de R$ 3,5 bilhões sob gestão.
Paralelamente, o Grupo Lucio projeta 2 bilhões de reais em lançamentos em 2025 e um pipeline de 3,5 bilhões de reais para 2026, com 1 bilhão de reais em projetos corporativos.
Com impulso de fundos de crédito, Bradesco Asset bate R$ 1 tri sob gestão
A Bradesco Asset Management entrou no clube de R$ 1 trilhão em patrimônio sob gestão neste mês. Em 2022, quando o CEO da gestora, Bruno Funchal, ex-secretário do Tesouro Nacional, assumiu o cargo, eram 670 bilhões de reais.
Segundo ele, puxou o resultado principalmente a presença nos fundos de crédito, que desde o fim de 2023 vêm atraindo fortemente a atenção dos investidores. Na sua avaliação.
“Com os juros altos, o investidor questiona o que dá para conseguir além do que o Tesouro paga, e nos posicionamos nessa classe, que deu uma arrancada em volume. Num momento difícil para a indústria, com saques de multimercados, o patrimônio do crédito quase dobrou.”
Ele afirma que a fatia do segmento na asset foi de R$ 200 bilhões para R$ 450 bilhões, mudando o perfil da casa, onde até então os protagonistas eram previdência e renda fixa tradicional. Só de pessoas físicas em fundos isentos de infraestrutura são 30 bilhões de reais.
Segundo Funchal, essa presença veio para ficar, mas a previsão de queda de juros a partir de 2026 incentiva diversificação e tomada de risco. Com isso, o cenário melhora para outras classes sofisticadas, entre elas produtos estruturados, como fundos de investimento em direitos creditórios (FIDCs).
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